O Caderno 2 do jornal A TARDE publicou, em março de 2024, uma matéria destacando Solos Flutuantes, projeto teatral do Coletivo Poéticas da Meia-Noite, que reúne artistas da Bahia e de Brasília. Inspirado em A Poética do Espaço, de Gaston Bachelard, o projeto ocupou o Teatro Gamboa (Salvador) até 30 de março, apresentando quatro monólogos que emergem da imagem simbólica de uma casa em ruínas metáfora para identidades, memórias e espaços que nos atravessam.

Sob direção de Thiago Carvalho, os solos abordaram temas como as dores da infância de crianças negras, a solidão de jovens em descoberta da própria sexualidade e as camadas que moldam o ser mulher. Carvalho define as obras como “biograficações”: narrativas que costuram ficção e memória a partir das vivências de cada intérprete.

A programação contou com:

  • 22/03Habitei Cantos que Deveriam no Máximo Ser Frequentados, com Gabriela Vasconcelos: memórias familiares e o peso das ausências. Lançamento do livro do projeto após a sessão.

  • 23/03A Cidade dos Pequenos Causos, com Davi Dias: um mergulho em um povoado imaginário repleto de afetos e fabulações.

  • 29/03O Balé Aquático do Devaneio, com Anna Ju Carvalho: a jornada de uma mulher sem memória, refletindo sobre o racismo que atravessa a infância de meninas negras.

  • 30/03As Frestas Empoeiradas da Memória, com Fernanda Duarte: uma radialista rural confronta traumas, silêncios e recordações.

As apresentações ocorreram sempre aos sábados e domingos, às 17h